Não tão iguais aos outros: Afrobrasileiros

É como se não fossemos tão brasileiros quantos os “eurobrasileiros”

Cientistas e movimentos lançam carta proposta por outro modelo agrícola

As reflexões apontam para a ampliação e o fortalecimento da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida nos vários espaços da sociedade..

Mudanças Climáticas: de cavalos e barcos a carros e motos

No período das cheias ficávamos praticamente ilhados.

Marãiwatsédé:

um direito inegociável, intransferível e inalienável para os Xavantes.

(Des)conhecimento e (des)considerações

sobre os povos e territórios indígenas de Mato Grosso

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domingo, 25 de setembro de 2016

Comitê Permamente de Povos Indígenas do FSC® visita o Brasil

FSC - Na primeira quinzena de setembro, o Comitê Permanente de Povos Indígenas do FSC passou pelo Brasil visitando a Cooperfloresta no Acre e a terra indígena Sete de Setembro do povo indígena Paiter Suruí, em Rondônia.

O Comitê veio ao Brasil para complementar seu estudo referente à elaboração de um novo padrão FSC para certificação de povos indígenas e populações tradicionais, em linha com a moção 83 da Assembleia Geral de 2014. O objetivo deste comitê é servir como mecanismo permanente para engajar povos indígenas em relação a questões de manejo florestal e certificação FSC. 

O projeto “Novas abordagens para certificação de smallholders” foi criado pelo FSC Internacional como uma nova iniciativa para desenvolver soluções relevantes, que beneficiem as pessoas que dependem substancialmente das florestas, incluindo os povos indígenas e povos tradicionais das florestas. 

Esse projeto está alinhado com o Plano Estratégico Global do FSC 2015-2020 e funciona como uma resposta a uma série de moções, em especial a 83, no que tange aos povos indígenas e povos tradicionais das florestas, da Assembleia Geral de 2014.

O principal objetivo é estruturar as novas estratégias com base nos mais de 20 anos de experiência de certificação FSC para smallholders e comunidades, e acrescentar as inovações, ferramentas e soluções para adaptar os sistemas existentes, integrar novos conceitos, desenvolver novos mercados e posicionar o FSC como um mecanismo chave para as estratégias de manejo florestal em todas as escalas.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Parque Cristalino em perigo: Conselho consultivo será reativado


O Parque Estadual do Cristalino é reconhecido como uma área única na
Amazônia e pode ser sujeitado a ganhos e perdas
Rodrigo Vargas - Diário de Cuiabá -   Manobra liderada pelo Governo de MT poderá abrir o entorno do parque à hidrelétricas, linhas de energia, pastagens e áreas de mineração 

Uma manobra liderada pelo governo de Mato Grosso poderá abrir o entorno do Parque Estadual do Cristalino (entre os municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, no extremo-norte do Estado) à implantação de hidrelétricas, linhas de transmissão de energia, pastagens e áreas de mineração. 

Articulada nos bastidores, a proposta de revisão do Plano de Manejo da unidade -uma das áreas de maior biodiversidade da Amazônia- será apresentada hoje em Novo Mundo aos novos integrantes do Conselho Consultivo do parque. 

O objetivo da mudança, de acordo com Cláudio Shida, superintendente de biodiversidade da SEMA, é "atualizar" as regras de uso e ocupação do entorno do parque, para "não travar o desenvolvimento econômico da região". 

"Muitas prefeituras e empresas interessadas em investir na região vinham pedindo essa alteração. A mineração, por exemplo, deixará de ser totalmente proibida para se tornar possível, desde que com licenciamento e aprovação do conselho", disse o superintendente. 

O conselho terá uma nova composição a partir de hoje. Entidades ambientalistas que historicamente participavam das discussões sobre o presente e o futuro da unidade, como a ONG ICV (Instituto Centro de Vida) e a Fundação Cristalino, não foram convidadas a integrar o grupo. 

"O governo excluiu do conselho entidades que poderiam fazer alguma oposição", afirmou Laurent Micol, coordenador executivo do ICV, que irá mandar representantes à reunião de hoje. "Esperamos que o Ministério Público também esteja lá, pois temos sérias dúvidas em relação à legitimidade do que vai ocorrer". 

O superintendente nega que a exclusão das entidades tenha relação com o teor das propostas que serão discutidas. "A maior parte da composição original foi mantida", disse Shida. 

Como 184 mil hectares, o Cristalino teve seu Plano de Manejo concluído após quase uma década de discussões e pesquisas de campo. No período, a unidade sofreu com desmatamento ilegal, invasões e uma intensa mobilização política pela redução dos seus limites. 

O enfrentamento teve seu ápice a partir de 2006, quando foi apresentado na Assembleia Legislativa projeto de lei reduzindo a área original da unidade. De autoria do então deputado estadual e vice-governador eleito Silval Barbosa, a proposta acabou barrada judicialmente. 

Na opinião do superintendente da Sema, a “flexibilização” da proteção ao parque não coloca em risco sua preservação. “Toda ação gera ganhos e perdas. O que podemos garantir é que a Sema tomará todos os cuidados para que os empreendimentos causem o mínimo impacto”. 

ÚNICO 

O reconhecimento do Cristalino como uma área única na Amazônia se deu após o início da produção do plano de manejo da unidade. O trabalho identificou mais de 500 espécies de aves – 50 delas endêmicas, ou seja, de distribuição geográfica restrita –, 43 de répteis, 16 de peixes, 36 de mamíferos e 29 anfíbios.