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| Fonte: www.funaixavantina.wordpress.com |
A COIAB vem por meio desta manifestar o seu apoio ao Povo Xavante que recebeu a proposta infame de sair de seu território tradicional Marãiwatsédé para dar lugar às plantações de soja e ao agronegócio que invadem as Terras Indígenas em todo o país, construindo um cenário de destruição sem precedentes.
O despautério proposto pelo Governo do Mato Grosso, de levar as famílias de Marãiwatsédé para o Parque do Araguaia não encontra qualquer amparo legal. Entretanto essa proposta é apoiada por políticos/fazendeiros da região que não respeitam o direito dos povos indígenas, amparados pela Constituição Federal e por organismos internacionais de Direitos Humanos.
Situada entre o cerrado e a Amazônia, Marãiwatsédé, lugar de “Mata Fechada”, é lar de mais de 700 indígenas Xavante que, há anos, travam uma batalha pelo direito de ocuparem em paz o seu território tradicional que foi homologado em 1998.
Desde a década de 60, logo após o contato, esse território é invadido por fazendeiros e posseiros. Em 2010, a Terra indígena Marãiwatsédé foi a área mais desmatada da Amazônia Legal.
Para que não se repita o genocídio dos anos 60, no tempo da Agropecuária Suiá-Missú, quando uma centena de pessoas morreram vitimados pelo sarampo após a retirada forçada de Marãiwatsédé para a Terra Indígena São Marcos.
O agronegócio não pode ser mais importante do que a vida da nossa gente.
Manaus, Amazonas, 30 de maio de 2011.
Saudações Indígenas,
Coordenação da COIAB

Olá, gostaria que colocassem os créditos da foto que aparece que acredito ter sido retirada do blog http://funaixavantina.wordpress.com . Inclusive são xavantes, mas não se trata do povo de Marãiwatsédé, mas da Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis.
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